Defesa solicita permanência de Bolsonaro em prisão domiciliar
Advogados alegam risco de deterioração da saúde do ex-presidente após cirurgia

A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente permaneça em prisão domiciliar, citando um "risco concreto de deterioração repentina" da sua saúde. O ex-líder, condenado a 27 anos de prisão por sua participação na tentativa de golpe contra o sucessor, Lula da Silva, está internado desde 24 de dezembro em uma clínica em Brasília.
Bolsonaro, que passou por uma cirurgia de hérnia inguinal no dia de Natal, deve receber alta na quinta-feira e retornar à sua cela na sede da Polícia Federal. Os advogados argumentaram que manter o ex-presidente em um regime prisional logo após a alta o exporia a riscos de saúde, conforme reportado pela agência France Presse (AFP).
O cirurgião Claudio Birolini, responsável pelo procedimento, informou que o paciente se recupera bem e está previsto para ter alta amanhã. Bolsonaro, de 70 anos, já enfrentou diversas cirurgias desde um atentado em 2018, quando foi esfaqueado durante um comício.
Além da cirurgia, o ex-presidente também passou por três procedimentos nos últimos dias para tratar crises de soluços persistentes. O cardiologista Brasil Caiado destacou que o estado emocional de Bolsonaro se agrava com esses episódios, que o deixam em um quadro psicológico mais deprimido.
Essa internação marca a primeira aparição pública de Jair Bolsonaro desde que começou a cumprir pena no fim de novembro. Apesar de manter sua inocência, ele segue a condenação imposta pelo STF.