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Cotas da China afetam exportações de carne bovina brasileira em 2026, aponta especialista

Fernando Iglesias analisa os impactos das novas tarifas sobre o mercado de carne do Brasil

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carne bovina frigoríficos

Foto: Freepik

O cenário das exportações brasileiras de carne bovina tende a se complicar em 2026 devido à adoção de cotas pela China, segundo a análise de Fernando Iglesias, especialista da Safras & Mercado.

Conforme Iglesias, as exportações do Brasil devem registrar uma queda em comparação a 2025, enquanto o país passará de uma situação de oferta interna reduzida para uma maior disponibilidade de carne no mercado local.

A China estabeleceu uma cota crescente para importações de carne bovina que se iniciará com um limite de 1,106 milhão de toneladas no primeiro ano, com tarifas de 12% para volumes dentro da cota e uma sobretaxa de 55% para cargas que superarem esse limite, totalizando 67% fora da cota.

Apesar da nova regra, o Brasil continua sendo o principal fornecedor da China, com expectativa de 2,7 milhões de toneladas em 2026, embora a decisão de Pequim levante preocupações sobre a dependência brasileira do mercado chinês.

As cotas também impactam outros países exportadores. A Nova Zelândia, por exemplo, terá um limite de 206 mil toneladas, enquanto Argentina e Uruguai terão cotas de 511 mil e 324 mil toneladas, respectivamente. Os Estados Unidos e a Austrália enfrentarão limites de 164 mil e 205 mil toneladas, sendo que o impacto americano deve ser mitigado pelo foco no consumo interno em 2026.

As restrições chinesas levaram a Safras a revisar suas projeções para 2026, prevendo agora uma produção de 10,984 milhões de toneladas de carne bovina, 3,58% abaixo do recorde estimado para 2025. As exportações devem somar 4,577 milhões de toneladas, uma redução de 8,62% em relação ao ano anterior, enquanto a oferta interna deverá crescer para 6,453 milhões de toneladas.