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Filhos de Bolsonaro criticam Moraes após negativa de prisão domiciliar

Flávio e Carlos Bolsonaro acusam ministro do STF de tortura e de agir em complô contra o ex-presidente.

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Filhos de Bolsonaro criticam Moraes após negativa de prisão domiciliar

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SÃO PAULO, SP - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi alvo de críticas por parte dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após negar o pedido de prisão domiciliar do ex-mandatário nesta quinta-feira (1º). Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a decisão como uma forma de tortura.

“Até quando Moraes terá procuração para praticar a tortura?”, questionou Flávio em postagem na rede social X.

Jair Bolsonaro passou por um procedimento cirúrgico no hospital DF Star, em Brasília, para tratar uma hérnia e enfrentou complicações de saúde, incluindo hipertensão e crises de soluço, resultando em três operações nos últimos dias.

Após a alta hospitalar, Moraes decidiu que o ex-presidente deve retornar à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde cumpre pena por supostamente liderar uma tentativa de golpe após sua derrota nas eleições de 2022.

Flávio Bolsonaro criticou a afirmação de Moraes de que a saúde do pai melhorou, alegando que isso contraria a avaliação médica. “O laudo médico é claro ao indicar que ele precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos na prisão, e há até risco de AVC devido às complicações”, disse.

Carlos Bolsonaro (PL) também se manifestou, sugerindo que a decisão de Moraes faz parte de um plano contra o ex-presidente. “Qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada, que precisa ser cumprida”, escreveu.

Além disso, Carlos compartilhou uma postagem do senador Magno Malta (PL-ES), que negou que haja descumprimento de cautelares ou risco de fuga. Ele classificou a negativa da prisão domiciliar como uma “punição, exposição e crueldade” imposta por Moraes.

O ex-vereador reforçou que as decisões do ministro violam garantias constitucionais e expõem Bolsonaro a riscos reais, ressaltando a necessidade de interromper a perseguição política, que, segundo ele, não deve ser vista como um favor, mas como um dever institucional.

Bolsonaro foi preso preventivamente no dia 22 de novembro após tentar remover a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. A decisão de Moraes foi ratificada pela Primeira Turma do STF na semana seguinte. Uma pesquisa do Datafolha, realizada em dezembro, indicou que 54% da população acredita que Bolsonaro tinha intenção de fugir.