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Novo salário mínimo de R$ 1.621 inicia validade nesta quinta-feira (1º)

Reajuste de 6,79% reflete a inflação e o crescimento do PIB, respeitando limites fiscais.

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Foto: Artur Luiz

A partir desta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, o salário mínimo no Brasil será de R$ 1.621, após um reajuste de 6,79% em relação ao valor anterior de R$ 1.518. O aumento foi oficialmente anunciado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, que destacou a importância do novo piso para a referência de salários formais, aposentadorias, pensões e benefícios sociais, impactando diretamente a renda das famílias e o consumo.

O reajuste segue uma fórmula que integra a inflação acumulada medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. O INPC registrou uma alta de 4,18% até novembro de 2025, enquanto o IBGE confirmou um crescimento de 3,4% do PIB em 2024.

Entretanto, o aumento real do salário mínimo foi limitado por regras do arcabouço fiscal, que estipulam que os reajustes acima da inflação sejam restritos a uma faixa entre 0,6% e 2,5%. Com isso, o valor calculado para 2026 foi arredondado para R$ 1.621.

Estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicam que o novo salário mínimo pode injetar R$ 81,7 bilhões na economia ao longo do ano, refletindo em impactos diretos sobre a renda, consumo e arrecadação tributária, mesmo em um cenário de contenção fiscal.