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Esquerda brasileira critica ação militar dos EUA contra a Venezuela

Ataques são considerados uma violação dos direitos internacionais por diversos parlamentares

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Esquerda brasileira critica ação militar dos EUA contra a Venezuela

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São Paulo, SP - Em repúdio aos recentes ataques militares dos Estados Unidos à Venezuela, políticos da esquerda brasileira se manifestaram neste sábado (3), após o presidente Donald Trump afirmar que Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e removidos do país caribenho. Entretanto, ainda não existem informações oficiais sobre o paradeiro do líder venezuelano.

Em suas redes sociais, diversos parlamentares expressaram sua indignação, considerando a ofensiva uma violação das leis internacionais e demonstrando solidariedade ao povo venezuelano. O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota condenando o que classificou de agressão militar e sequestro de Maduro, afirmando que "o bombardeio em Caracas e a captura do presidente representam a mais grave agressão internacional na América do Sul no século XXI".

A nota prossegue ressaltando que a soberania dos povos e a solução pacífica das controvérsias são princípios fundamentais da política externa do PT, essenciais para a manutenção da paz na América Latina.

A Bancada do PT na Câmara também se opôs aos ataques dos EUA, enfatizando a importância do respeito à independência e à autodeterminação das nações. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) declarou que "o imperialismo exporta guerra e destruição", enquanto a deputada Maria do Rosário (PT-RS) destacou a busca do governo Trump pelo controle político na região devido às vastas reservas de petróleo da Venezuela.

Talíria Petrone, líder do PSOL na Câmara, rotulou os ataques como "inaceitáveis", afirmando que a verdadeira intenção dos EUA não é promover a democracia, mas sim garantir o acesso aos recursos naturais da Venezuela. O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) cobrou uma posição firme do presidente Lula, considerando a situação como "terrorismo de Estado".

Orlando Silva (PC do B) criticou a ação dos EUA, chamando-a de "absurda e ilegal", e o PSB também se manifestou, repudiando a agressão enquanto criticava o regime de Maduro.

A Venezuela, por sua vez, declarou ter sofrido uma "agressão militar" após explosões em várias regiões do país, incluindo a capital, Caracas, e anunciou estado de emergência e mobilização das forças de defesa.