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EUA assumem controle da Venezuela após ação militar, declara Trump

Presidente norte-americano anuncia administração temporária do país após a captura de Nicolás Maduro.

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Donald Trump em coletiva de imprensa sobre ação militar na Venezuela

Foto: Reprodução/Youtube

Os Estados Unidos irão administrar a Venezuela por tempo indeterminado após uma ofensiva militar que culminou na captura de Nicolás Maduro. A confirmação foi feita pelo presidente Donald Trump em um pronunciamento realizado neste sábado (3).

Trump destacou que o comando provisório permanecerá até que uma transição política segura possa ser organizada. Ele enfatizou que Washington não planeja indicar imediatamente um novo líder para o país.

A declaração do presidente ocorreu poucas horas após a operação que removeu Maduro do poder, uma mudança significativa no cenário político da Venezuela, um país crucial para o mercado energético global.

O presidente afirmou que a presença dos EUA na Venezuela já está consolidada e visa impedir novos ciclos de instabilidade política. O controle direto sobre a gestão institucional será mantido até que um novo arranjo político seja estabelecido, segundo Trump.

A ofensiva militar foi descrita como rápida e coordenada, comTrump afirmando que não houve baixas entre os militares dos EUA e que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram detidos para enfrentar a Justiça americana, respondendo a acusações de narcotráfico.

Trump também mencionou que a operação utilizou recursos tecnológicos que afetaram a infraestrutura elétrica de Caracas durante a ação. O setor de petróleo será um foco na nova fase da Venezuela, com empresas americanas assumindo a recuperação da infraestrutura petrolífera do país.

Embora a Venezuela possua as maiores reservas de petróleo conhecidas, sua produção tem caído drasticamente nos últimos anos. O presidente acredita que investimentos privados dos EUA podem mudar essa situação. Ele não descartou novas ações militares se houver resistência à presença americana.

Esse anúncio gera incertezas sobre os impactos econômicos e geopolíticos da intervenção, especialmente no mercado internacional de energia e nas relações comerciais da América do Sul com a Venezuela.