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Filhos de Bolsonaro criticam Moraes após anulação de sindicância do CFM: 'Negacionista'

Família do ex-presidente contesta decisão e pede transferência para prisão domiciliar.

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Filhos de Bolsonaro criticam Moraes após anulação de sindicância do CFM: 'Negacionista'

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Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro manifestaram descontentamento nesta quarta-feira, 7, em relação à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que anulou a sindicância do Conselho Federal de Medicina (CFM) destinada a investigar as condições do atendimento médico prestado a Bolsonaro, que está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência, criticou Moraes, chamando-o de "negacionista", termo que ganhou notoriedade durante a pandemia de covid-19, quando o ex-presidente desconsiderou as orientações das autoridades sanitárias. Em sua conta no X, Flávio ressaltou que a defesa de seu pai está tomando as medidas necessárias para que ele seja transferido para prisão domiciliar e pediu uma resposta do presidente do STF, Edson Fachin, sobre o que classificou como "total descontrole" do colega.

Por sua vez, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado que se encontra nos Estados Unidos, compartilhou uma publicação no X em tom irônico sobre a decisão de Moraes. "É democracia demais!", escreveu ele, acompanhando um print da manifestação do ministro.

Carlos Bolsonaro (PL-SC), ex-vereador do Rio e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, também se pronunciou, criticando a agilidade da decisão que anulou a sindicância. Ele comparou a rapidez da ação de Moraes em relação ao CFM com o tempo que levou para autorizar o deslocamento de Jair para um hospital, destacando a disparidade nas respostas.

A sindicância havia sido instaurada pelo CFM na mesma data, visando apurar denúncias sobre as condições de atendimento médico ao ex-presidente. O conselho expressou preocupação quanto à assistência adequada, enfatizando a necessidade de um "protocolo de monitoramento contínuo e imediato" para a saúde de Bolsonaro.

Entretanto, horas após a determinação do CFM, Moraes anulou a sindicância, alegando que o conselho não possui a competência para fiscalizar o trabalho da Polícia Federal e que a abertura do procedimento caracterizaria "flagrante ilegalidade e desvio de finalidade".

Jair Bolsonaro sofreu uma queda na madrugada de terça-feira, 6, e, segundo o médico Brasil Caiado, teve um traumatismo craniano leve. Moraes autorizou a realização de exames médicos em um hospital de Brasília no dia seguinte, mas a demora na liberação gerou críticas de sua família, com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmando que, caso algo aconteça com o ex-presidente, haverá "sangue nas mãos" do ministro.

Vale lembrar que Bolsonaro havia recebido alta médica poucos dias antes da queda, após passar por uma cirurgia no Hospital DF Star, onde esteve internado desde a véspera de Natal.