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Gabriel Galípolo: Um Ano à Frente do Banco Central em Meio a Desafios e Conquistas

Presidente do BC enfrenta crises e se destaca no mercado financeiro em seu primeiro ano de gestão.

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Gabriel Galípolo: Um Ano à Frente do Banco Central em Meio a Desafios e Conquistas

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BRASÍLIA, DF - O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, revelou sua resistência a mudanças no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ter anunciado e recuado em parte da medida. Essa declaração expôs um desalinhamento entre eles, gerando preocupação entre investidores que temiam uma possível saída acelerada de capitais do Brasil.

O episódio, segundo economistas ouvidos, marcou um momento crucial na busca de Galípolo por confiança no mercado financeiro. Ele é visto como mais popular na Faria Lima do que Haddad, pois demonstra disposição para tomar decisões que possam contrariar as expectativas do governo.

No contexto da crise do banco Master, Galípolo recebeu apoio de associações financeiras, que ressaltaram a importância de um regulador independente e técnico. Essa manifestação ocorreu em um momento em que o BC se via sob pressão devido à liquidação do banco, que foi decretada em novembro e levou à prisão do empresário Daniel Vorcaro.

Galípolo também enfrentou tensões com o Supremo Tribunal Federal (STF), que começou a investigar a atuação do BC após a liquidação. A situação se complicou ainda mais com a pressão política de partidos do centrão, que tentaram aprovar um projeto para demitir integrantes da cúpula do BC, mas a proposta ficou estagnada.

Em meio a esses desafios, o presidente do BC tomou medidas regulatórias para fortalecer a segurança do sistema financeiro, especialmente após um dos maiores ataques cibernéticos da história do Brasil. Algumas dessas ações, no entanto, encontraram resistência entre instituições menores preocupadas com a competitividade.

Apesar das críticas sobre a política de juros e a manutenção da Selic em 15% ao ano, Galípolo tem sido elogiado por sua independência em relação ao governo. Especialistas como Rodrigo Maia e Sergio Werlang destacam seu desempenho, com muitos concordando que ele se manteve firme diante das pressões políticas.