ONU Indica Desaceleração da Inflação Global, Mas Aponta Aumento do Custo de Vida
Relatório da organização destaca desafios persistentes apesar da queda nos índices inflacionários.

A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou uma expectativa de desaceleração contínua da inflação global, conforme revelado no relatório "Situação e Perspectivas da Economia Mundial de 2026", divulgado na quinta-feira, 8. No entanto, a entidade alerta que as pressões sobre o custo de vida permanecem elevadas devido a preços altos.
O documento aponta que a inflação cheia caiu de 4% em 2024 para uma previsão de 3,4% em 2025, com uma expectativa de redução adicional para 3,1% em 2026. Apesar dessa queda, a ONU ressalta que os altos preços continuam a impactar negativamente a renda real da população.
A diminuição nos preços de alimentos e energia, a estabilidade nas taxas de câmbio e o crescimento modesto dos salários nominais contribuíram para essa desaceleração inflacionária. A ONU observa que, ao contrário da alta sincronizada que caracterizou anos anteriores, as tendências inflacionárias agora são desiguais, afetadas por gargalos de oferta e riscos geopolíticos e climáticos.
Em meio a esse cenário complexo, a ONU destaca que os líderes mundiais devem continuar a enfrentar um panorama inflacionário desafiador. As políticas monetárias dos bancos centrais serão fundamentais, devendo ser complementadas por estratégias fiscais eficazes e ações sociais que protejam os grupos mais vulneráveis.
O relatório também menciona que as taxas de juros permanecem acima dos níveis anteriores à pandemia em várias nações, com a expectativa de cortes graduais em 2026, embora isso possa acarretar riscos de inflação ou volatilidade cambial que complicariam a desinflação.
Por fim, a ONU enfatiza que uma coordenação eficaz entre políticas monetária, fiscal e industrial será essencial para lidar com as pressões inflacionárias sem comprometer a estabilidade social e o crescimento sustentável. O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais, Li Junhua, sublinha que a inflação controlada pode ajudar a proteger os gastos essenciais das famílias e a promover a concorrência nos mercados.