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Brasil se mantém como referência no mercado global de algodão até 2026, aponta Cepea

Projeções indicam que o país continuará a ser o maior exportador mundial da pluma.

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Produção de algodão na Bahia na safra 2022/2023

Foto: Jefferson Aleffe/ Marca Comunicação

Apesar de um cenário internacional com demanda mais moderada, o Brasil deve continuar a se destacar no mercado global de algodão na temporada 2025/26. Essa análise é do Cepea, que ressalta o papel fundamental das exportações e a robustez da produção nacional.

A produção de algodão no Brasil pode apresentar uma leve queda em relação ao recente recorde, mas ainda deve ser a segunda maior da história. As exportações seguem como a principal via de comercialização, evidenciando a forte inserção do país no comércio internacional da pluma.

Na safra 2025/26, a área plantada com algodão deve crescer apenas 0,7%, totalizando 2,1 milhões de hectares, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As regiões Norte e Nordeste devem ver um aumento de 4% na área cultivada, enquanto o Centro-Sul registra uma retração de 0,4%, o que ajuda a mitigar a redução nas áreas tradicionais de cultivo.

A produtividade média deve cair para 1.885 quilos por hectare, uma diminuição de 3,5% em relação à safra anterior, resultando em uma produção total de 3,96 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 2,9% em relação ao ano passado. O desempenho da safra ainda dependerá das condições climáticas e da produtividade nas diversas regiões.

No âmbito das exportações, o Brasil deverá se manter como o maior exportador mundial de algodão, com previsões do USDA indicando embarques de 3,157 milhões de toneladas na safra 2025/26, um aumento de 11,4% em comparação ao ano anterior. O volume exportado pelo Brasil supera o dos Estados Unidos, que deve exportar 2,656 milhões de toneladas, um crescimento de 2,5% em relação ao período anterior.

Embora haja uma leve alta de 0,4% na oferta global, o Cepea acredita que o Brasil continua a ter uma vantagem competitiva devido à escala de produção e aos avanços em rastreabilidade e sustentabilidade, que são cada vez mais valorizados no mercado exterior. O câmbio também é um fator importante, já que a variação do dólar afeta diretamente a remuneração dos produtores, tornando essencial o monitoramento da paridade de exportação em relação aos preços internos.