Bioenergia: O motor do crescimento agroindustrial em 2026
Expectativas para o setor agro brasileiro com a bioenergia como pilar de desenvolvimento


Foto: Governo Federal
O setor agroindustrial brasileiro tem a bioenergia como uma das principais alavancas para seu crescimento em 2026. O professor Daniel Kahneman, laureado com o Nobel de Economia, destacou que a economia é repleta de incertezas, onde fatores aleatórios influenciam os resultados.
No início do próximo ano, mudanças globais, como as tarifas impostas pela China e México, podem impactar as exportações brasileiras. Entretanto, há dados positivos que merecem atenção. O Brasil já é reconhecido internacionalmente pela sua ciência e pesquisa agrícola, em especial com o trabalho da Embrapa.
A transição para uma energia biorrenovável está em ascensão, com a recuperação de solos degradados e a produção de biocombustíveis como etanol, biodiesel, biogás e biometano. Segundo o Balanço Energético Nacional de 2025, 50% da oferta interna de energia do Brasil provém de fontes renováveis, com São Paulo alcançando 59%. Em comparação, os países da OCDE apresentam apenas 13,2%.
O potencial de crescimento do agronegócio brasileiro é promissor, com a bioenergia se consolidando como uma parte essencial da matriz econômica. O Brasil, ao lado de sua diversidade cultural, se estabelece como um fornecedor confiável no cenário internacional, especialmente no setor alimentício.
Em suma, a expectativa para 2026 é de que o complexo agroindustrial brasileiro não apenas cresça, mas que a bioenergia seja um elemento chave nesse desenvolvimento.
José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.